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Textão

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Você não precisa idealizar o amor alheio

casal

Eu não estou aqui para ditar verdades sobre relacionamentos alheios. Afinal, eu sou aquariana e se tem uma coisa que eu escuto com frequência é que eu tenho uma visão um tanto quanto gélida da vida a dois. Talvez eu tenha mesmo, não vou desmentir isso não. Entretanto, isso não vem ao caso. Recentemente, vários relacionamentos famosos vem chegando ao fim e a comoção nas redes sociais é inevitável. Eu não sou de escrever textos sobre o assunto, acho que nunca postei nada do tipo nos meus anos de blogosfera, mas dessa vez fiquei afim de deixar alguns pontos no ar e quem sabe ter uma conversa bacana com quem tirar um tempinho pra me ler aqui. Então vamos analisar o casal do momento: Angelina Jolie e Brad Pitt.

Brangelina – o começo

Aproximadamente uma década atrás, para quem não recorda detalhes, o Brad Pitt era casado com a Jennifer Aniston. Os dois se conheceram em 1998 e se casaram nos anos 2000. Eram o casal dos sonhos – aquele que todo mundo almejava ser um dia – e por muitos anos o casamento foi considerado um sucesso Hollywoodiano. Em 2005, com as gravações do filme Sr. e Sra Smith, Brad Pitt se envolveu com sua co-estrela Angelina Jolie. Não, a culpa não é dela. A culpa, meus caros, não cabe a nós discutir. Em 2006, Angelina engravidou de seu primeiro filho com Brad e a mídia foi à loucura. Brangelina estampava toda e qualquer revista de fofoca possível e imaginável. Depois de 7 anos juntos – considerados um dos casais mais poderosos da atualidade – eles noivaram em 2012 e posteriormente casaram em 2014. O resto vocês já estão carecas de acompanhar, eu presumo.

Team Jen

Se tem uma coisa que ainda divide opiniões na internet – e não deveria – é a maldita rivalidade, vale muito ressaltar que é inexistente, entre Angelina e Jennifer. Parem. Nenhuma é melhor ou pior do que a outra. Mas precisamos falar sobre o outro lado da moeda. Quando falo que não sou apaixonada por Brangelina e que sempre tomei as dores da Jennifer Aniston, muitas pessoas me olham torto como se eu fosse um alien rosa neon oriundo de Plutão. Como vocês se sentiriam nessa situação? Definitivamente não imagino, mas não deve ser nada agradável passar por um término tão público incluindo uma traição. Então sim, tenho empatia pela Jennifer. A vida seguiu? Sim. Ela aparentemente está num relacionamento muito melhor? Sim. Então ótimo, mas nada disso invalida o que ela passou.

Tá tudo bem não idealizar e romantizar o amor alheio

Você não é uma pessoa babaca por não se sentir triste ou ser indiferente ao divórcio alheio. E vice-versa. Se isso te acomete por algum motivo, vale a pena tirar um momento para entender o porquê. O que vemos na mídia, e até mesmo nos relacionamentos de pessoas mais próximas, é apenas uma fração do que realmente acontece. Não cabe a você ou a mim julgar nada.

Eu, particularmente, acredito em karma. O que você coloca no universo, de alguma forma, volta pra você. Se você não quer passar por uma situação, não faça outra pessoa passar por ela.

Textão

Not all those who wander are lost

A blogosfera é uma incrível caixinha de surpresas que pode facilmente se transformar em uma caixinha de pesadelos quando você menos espera. Quando eu comecei a blogar, lá na pré-história da internet no começo dos anos 2000, a dinâmica era bem diferente – quem bloga desde aquela época tá cansado de ler posts saudosistas do passado e esse aqui não é mais um deles, prometo. Eu tinha um blog coloridão, cheio de gifs e parafernalhas, onde eu desabafava literalmente tudo que acontecia comigo. Foi uma época gloriosa, sem dúvidas, mas os tempos mudaram. Quando criei o (extinto) AML minha ideia era completamente diferente: eu queria falar sobre moda e beleza.

Quem acompanhou o blog nos últimos dois anos sabe que esses assuntos dificilmente se encaixariam como meu nicho real. Sabe por quê? Porque eu não sei ter um nicho. Eu sinto aquela necessidade, lá dos tempos arcaicos da blogosfera, de falar sobre o que eu quiser. Seja em forma de textão, resenha ou desabafo estilo diário. Demorei a entender que eu não preciso escrever um elevator pitch destacando meus nichos. Demorei a entender que eu não preciso enfiar um rótulo logo de cara no meu blog pra captar a atenção dos leitores. Tentei por diversas vezes transformar o AML e adequá-lo a essa realidade, mas a pressão por me adaptar e manter o blog relevante foi matando a minha criatividade e vontade de escrever aos poucos.

No final do ano passado eu acabei chutando o balde: eu estava prestes a viajar (com toda a correria pra deixar a vida em ordem), frustrada e decidi que precisava de um hiatus. Larguei meu projeto natalino e resolvi curtir alguns meses afastada da blogosfera. De certa forma, foi uma das melhores coisas que eu fiz. Confesso que não foi fácil jogar pro alto tudo que criei nos últimos dois anos pra começar do zero – apesar do aperto no coração, eu tenho 100% de certeza que fiz a coisa certa ~para mim~.

CB12

Pôr do sol em Clearwater Beach, FL – Fevereiro/2014

E por falar em viagem, foi por causa de uma experiência que rolou comigo que surgiu a ideia do nome novo do blog eu obviamente vou contar aqui pra vocês. Lá em Vancouver, eu resolvi sair com um carinha canadense que eu conheci. Um encontro super normal, nada extraordinário – cá entre nós beirava até o tédio um pouquinho. Depois que saímos do bar, resolvemos dar uma volta na praia e começaram uns assuntos mais diversificados. Não lembro bem como cheguei nesse tópico, mas acabei perguntando qual tinha sido a primeira impressão que ele havia tido de mim.

Geralmente eu escuto um “extrovertida” ou “engraçada” mas dessa vez foi diferente. Ele me disse que a primeira coisa que veio à cabeça dele é que eu era “free-spirited” (em uma tradução bem porca, ‘de espírito livre’). Foi um certo choque na hora porque eu nunca me enxerguei assim. Eu fiz ele me explicar (sou chata mesmo, se sentou comigo no bar eu vou filosofar) e de repente tudo fez sentido.

Eu gosto de viajar, de conhecer pessoas, de explorar novos lugares. Eu não me importo em estar sozinha ou acompanhada. Eu não me importo com a opinião alheia. Eu gosto sim de me sentir livre, sem ter a certeza da mesmice de uma rotina. Eu tenho a coragem de simplesmente pegar um ônibus, barco ou avião sem saber direito o que me aguarda – faz parte da aventura. Cada lugar que eu visito se torna uma parte de mim, e é assim que eu me descubro.

Não, eu não saí de novo com o carinha canadense. E francamente, eu mal me lembraria dessa experiência em outras circunstâncias. Porém, essa conversa me marcou e vai ficar registrada aqui nesse primeiro textão do novo blog. Sejam bem-vindos e venham explorar o que o mundo tem a oferecer junto comigo.