Viagens

Patty viaja #3: Victoria, BC

Eu geralmente sou uma pessoa muito pontual, mas quando eu me enrolo já era. Atraso na certa. Obviamente que isso iria acontecer na minha primeira viagem dentro do Canadá – mas calma, eu já conto mais. Pra quem está chegando aqui agora, eu viajei para Vancouver no ano novo e passei o mês de janeiro todinho lá. E uma das minhas metas dessa viagem era conhecer uma cidade diferente a cada final de semana.

No meu primeiro final de semana – leia-se: os dois dias seguintes a minha chegada – eu já tinha que estar com algo planejado. Como as aulas na ILAC ainda não tinham começado e basicamente tudo estava fechado em ritmo de ano novo, eu decidi não ir muito longe. Como dava pra ir de Ferry e ônibus, eu viajei para a capital da província de British Columbia – Victoria (carinhosamente conhecida como Vic City). Aliás, um muito obrigado tamanho família pra miga Jéssica que me passou todos os nomes e números de ônibus de antemão pra eu não me perder.

Voltando ao dia da viagem: os ônibus em Vancouver são absurdamente pontuais. Quando eu vi aqueles horários bizarros – tipo 7:13 – eu não levei a sério. Ou seja, euzinha paulistana trouxa me ferrei porque vi o ônibus passar por mim enquanto esperava para atravessar a rua. Moral da história: um atrasinho de 2 minutos me fez atrasar uma hora. Porque quando eu cheguei na plataforma que tem o ônibus para o ferry, ele já havia saído e eu tive que esperar uma hora.

Tava um frio do capeta e eu tava sozinha. Então eu fiz o que? Fiquei andando de um lado pro outro fofocando via áudio do whatsapp EM PORTUGUÊS com meu amigo que estava também recém chegado em Toronto. Brasileiro é a famosa praga que brota igual Zubat em qualquer lugar do mundo: eis que estava eu fofocando sobre Tinder e uma brasileira surge do meu lado. A miga era gente fina, também tava sozinha e então ela acabou virando a ~parça~dessa aventura.

até que o rolê não é caro: aproximadamente CAD$33 ida e volta

até que o rolê não é caro: aproximadamente CAD$33 ida e volta

Compramos a passagem e fomos pra salinha de embarque mínima que tinha uma cafeteria muito  da ruim mas que mesmo assim salvou minha pele com um café quentinho. Em compensação a vista era muito bonita e eu não tinha do que reclamar não, mores.

se liga no tamanho desse paranauê

se liga no tamanho desse paranauê

A viagem durou uma hora, eu obviamente fui grudadinha em uma tomada porque sou dessas. Mas reza a lenda que tem lojas, Starbucks e várias outras coisas dentro do Ferry. Não saberei tão cedo se é verdade, porém, no regrets. Chegando no terminal em Victoria, só tretas: eu fui jurando que vendia o day pass pro busão lá – que custa CAD$5 – e não vendia.  Por sorte, o motorista do ônibus foi um querido que falou pra gente comprar o passe quando o ônibus parasse no centro da cidade e nos deixou embarcar.

Só que essa viagem é demoradinha: quase uma hora pra chegar no centro. Chegamos lá na hora do almoço e estávamos morrendo de fome. Para a nossa sorte demos de cara com um The Old Spaghetti Factory e migos, se vocês algum dia forem ao Canadá ou aos Estados Unidos, não deixem de conhecer.

comida boa, preço justo

comida boa, preço justo

Teria sido mais rápido procurar um fast food? Talvez. Mas olha, se tem uma coisa que eu não me arrependo é de perder tempo comendo. Sorry not sorry.  Eu tinha preparado uma lista enorme de lugares pra visitar em Vic City, mas com um timeframe realista não dava pra fazer tudo. Então já risquei tudo que era longe do centro e não desse pra fazer a pé. Incluindo o The Butchard Gardens – um crime, eu sei – que estava fechado por ser inverno e só tinha um rinque de patinação aberto. Um dia ainda volto lá pra explorar tudinho. Então fizemos o turistão tour express – uma visita ao parlamento, ao hotel Fairmont Empress (que é um dos hotéis mais lindos que já vi na vida) e o museu.

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~vista bonitinha da cidade~

Parlamento

Mungo Martin House e euzinha usando literalmente uns 5 casacos

A fachada do hotel estava em reforma mas eu juro que é lindo (mais ainda por dentro)

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Museu Real da Colúmbia Britânica

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muito bonito o prédio do museu <33

Pra compensar a dose de bad karma, quando nós fomos finalmente entrar no museu faltava exatamente uma hora pra fechar. Sei lá por qual motivo, eles não cobraram a nossa entrada que se eu não me engano é de CAD$16. Então peguei um trocadinho que eu tinha na carteira e fiz uma doação pro museu porque, né?

Não vou colocar fotos do museu por dentro aqui porque ele merece um post só dele, de tão maravilhoso que é. Só digo que rodamos tudinho, as três galerias permanentes e as exposições temporárias, e ficamos até o último minuto disponível. Depois foi aquela luta pra achar o ponto de ônibus certo, mas deu tudo certo. Cheguei em Vancouver de boas e viva.

O parlamento aceso parece uma casinha natalina <3

E esse foi meu bate volta pra Victoria mucho loco. Alguém aí já visitou a cidade? Se sim, o que você recomendaria conhecer em uma próxima visita? Eu tô 100% apaixonada pelo Canadá e tô juntando as moedinhas pra voltar, com certeza.

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1 Comment

  • Reply
    Vy
    setembro 21, 2016 at 8:13 pm

    AMO o Canadá! Um dia ainda visito BC… Essa coisa do transporte pontual é maravilhoso e surreal mesmo, é ótimo pra se planejar.

    Em se tratando de HP, sou suspeita pra falar, mas comecei a ler “tarde”, com 19 anos, e amo desde então! Os primeiros livros são mais “bobos”, mas a escrita é muito envolvente 😉

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